Quando a nuvem
acionou seus canhões invisíveis,
ribombando no espaço,
ouvi a mensagem da abundância.
Quando o raio
cortou o tecido espesso das trevas
com a lâmina da morte em esplendor,
respirei o ar puro do céu lavado.
Quando o vento sacudiu o arvoredo
com seu rebenque aéreo,
enxerguei as flores
que permaneceriam fieis aos frutos.
Quando o aguaceiro jorrou dos céus,
com as suas cataratas imensas,
inundando os caminhos,
vi a mesa farta,
rodeada de crianças felizes.
Quando o sofrimento aparece,
diante de nós,
crivando-nos o ser com farpas intangíveis
Vejos nossas almas
nos píncaros do planeta,
sob o fulgor sem sombra do zênite,
cada qual carregando em si mesma
O seu próprio Universso,
prontas a desferir
o vôo livre de belo
para o sem-fim da Perfeição.
Do Livro:Poetas Redivivos.
Pelo o Espírito: Caetano Pero Neto.
Psicografado por: Francisco Cândido Xavier