Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Reencarnação I

Hoje vamos relembrar algumas passagens do novo testamento escrito por algum dos evangelistas.
Logo de início iremos ver o “Anjo” do Senhor, Gabriel, anunciar a Zacarias o nascimento do seu primeiro filho. O Zacarias que foi o esposo de Isabel, pai de João Batista e sacerdote da ordem de Abias. O Gabriel seria um anjo ou mensageiro de Deus. Que por três vezes esse anjo se revela: ao profeta Daniel, para lhe explicar as suas visões, a Zacarias, anunciando o nascimento de João Batista, e a Maria, anunciando o nascimento de Jesus. (Dn. 08:16; Lc 1: 11-20; 1: 26-38).
Não temas, Zacarias, porque tua oração foi ouvida, e Isabel tua mulher, dará à luz  um filho, a quem chamará João. Terás com isso, grande alegria e regozijo, e muitos também se alegarão com o seu nascimento, pois ele será grande diante  do Senhor. Ele não beberá vinho ou qualquer bebida forte e estará pleno do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe e ainda reconduzirá muitos filhos de Isabel ao Senhor, seu Deus.  Ele os precederá com o espírito e o poder  de Elias, a fim de reconduzir os corações dos pais aos filhos, bem como os rebeldes a sabedoria dos justos, a fim de preparar pra o Senhor um povo dedicado”.
Vimos neste pequeno trecho como tudo é planejado nos planos divinos (Plano Espiritual). O Anjo na sua mensagem mostra a Zacarias que o seu filho ao nascer será “grande diante do Senhor”. Quer dizer, que lá no Plano Espiritual foi escolhido um Espírito que não falisse em sua missão, aponto do Gabriel afirmar que ele seria grandioso. Como poderia ele afirmar tal coisa se o espírito fosse criado ato da concepção da vida? Se assim fosse estaríamos dizendo que Deus cria seus filhos uns bons outros maus e aí não seria nada justo da parte de Deus está divisão.  Como vimos na lei da reencarnação o espírito que progride jamais regride.
Vamos ao Livro dos Espíritos perguntas 166 a 170:
166- Como a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corporal, pode acabar de se depurar?
– Submetendo-se à prova de uma nova existência.
166 a- Como a alma realiza essa nova existência? É pela sua transformação como Espírito?
– A alma, ao se depurar, sofre sem dúvida uma transformação, mas para isso é preciso que passe pela prova da vida corporal.
166 b- A alma tem, portanto, que passar por muitas existências corporais?
– Sim, todos nós temos muitas existências. Os que dizem o contrário querem vos manter na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse é o desejo deles.
166 c- Desse princípio parece resultar que a alma, após ter deixado um corpo, toma outro, ou seja, reencarna em um novo corpo. É assim que se deve entender?
– Evidentemente.
167- Qual é o objetivo da reencarnação?
– Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?
168- O número de existências corporais é limitado ou o Espírito reencarna perpetuamente?
– A cada nova existência, o Espírito dá um passo no caminho do progresso. Quando se libertar de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das provações da vida corporal.
169- O número de encarnações é o mesmo para todos os Espíritos?
– Não; aquele que caminha rápido se poupa das provas. Todavia, essas encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porque o progresso é quase infinito.
170- Em que se torna o Espírito após sua última encarnação?
– Espírito bem-aventurado; é um Espírito puro.
No caso da escolha do espírito Elias para reencarnar como João, não seria de prova e nem de expiação e sim de Missão. Ele mesmo escolheu no plano espiritual ajudar a divulgar as leis divinas para evolução da humanidade.
Gabriel em sua mensagem a Zacarias diz que muitos se alegrarão por ele ter nascido, isto é, vindo ao plano terreno.
O Espírito de verdade nos ensina no livro dos Espíritos que nós quando nos encontramos desencarnados nos planos espirituais, escolhemos na maioria das vezes as nossas provas para próxima etapa de uma nova vida no plano terreno.

258. No estado errante, antes de nova existência corpórea, o Espírito  tem consciência e previsão do que lhe vai acontecer durante a vida?
      — Ele mesmo escolhe o gênero de provas que deseja sofrer; nisto consiste o seu livre-arbítrio.
      258. A) Não é Deus quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
      — Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi ele quem estabeleceu todas as leis que regem, o Universo. Perguntareis agora por que ele fez tal lei em vez de tal outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas conseqüências; nada lhe estorva o futuro; o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi malfeito. É necessário distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus; tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento; e Deus o permitiu.
Deus permite que a escolhamos nossas provas se estivermos suficientemente preparados para essa escolha, este assunto será abordado em outra oportunidade, voltemos ao texto principal que é a mensagem recebida por Zacarias.
João como espírito evoluído escolheu vir em missão e foi isso que Gabriel falou: “Ele não beberá vinho ou qualquer bebida forte... e ainda reconduzirá muitos filhos de Israel ao Senhor seu Deus.
Missão está de preparar os caminhos do Senhor reconduzido os corações dos pais ao filho, bem como dos rebeldes a sabedoria dos justos. Seria uma missão grandiosa aos olhos de Deus. Ele foi o escolhido para não falir em sua missão, pois Deus conhece quando o fardo é pesado para os ombros, não poderia jamais deixar João vir para falir.
Gabriel, disse que João precederia com Espírito e o poder de Elias, Proceder: provir, ser oriundo, descender é significado da palavra”, Veja:
A Alma Após a Morte – Sua Individualidade – ( Livro dos Espíritos).
Perguntas 149 a 150 ...

149 – Em que se torna a alma no instante da morte? -- Volta a ser Espírito, isto é, retorna ao mundo dos Espíritos, que havia deixado momentaneamente.
 150 – Após a morte, a alma conserva a sua individualidade?
 -- Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?

Então, como posso entrar na minha próxima encarnação? Só posso proceder com o meu espírito e com mesma força de vontade da minha ultima existência, pois não perdemos a nossa individualidade após a morte é o que nos esclarece o Espírito de verdade. E volto a repetir a mensagem de Gabriel a Zacarias: Ele os precederá com o espírito e o poder de Elias, a fim de reconduzir os corações dos pais aos filhos, bem como os rebeldes a sabedoria dos justos, a fim de preparar pra o Senhor um povo dedicado.
E para confirmar as palavras deste espírito mensageiro coloco aqui um pequeno trecho do evangelho para elucidar de vez as nossas convicções de que João era o Elias reencarnado.
Ao descerem do monte,  os discípulos perguntaram a Jesus: ‘Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro? ’ Jesus respondeu: ‘Elias vem e colocará tudo em ordem. Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles’. Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Batista.”
Reencarnação é uma lei divina que está em nós, vivemos neste meio, para que temer? Queira ou não, estamos mergulhados nesta Justiça Divina.
Muita paz, a todos!

Significado:

Espiritismo - Doutrina fundada sobre a crença na existência dos Espíritos e em suas manifestações
Errante [do latim errantem] - Espírito que se encontra no Mundo Espiritual, aguardando oportunidade de reencarnar.
Encarnação [do latim incarnatione] – 1. Ato ou efeito de encarnar. 2. Espaço de tempo que o Espírito passa mergulhado num corpo material.
Reencarnação - Volta do Espírito à vida corpórea, pluralidade das existências.


Antônio Paulino.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

Deus nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
     Senhor! Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
     Piedade, Senhor, para aqueles que não Vos conhecem; esperança àqueles que sofrem. Que a vossa bondade permita sempre aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
     Deus! Um raio, uma faísca do vosso amor pode abrasar a Terra! Deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão; todas as dores acalmar-se-ão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
     Como Moisés sobre a montanha nós Vos esperamos com os braços abertos. Oh! Poder... Oh! Bondade... Oh! Beleza... Oh! Perfeição... E queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia.
     Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade, que fará de nossas almas o espelho onde se deve refletir a Vossa Pura e Santa imagem.

     1. Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença,
perguntou-lhe: És o rei dos judeus? - Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste
mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para
impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.
Disse-lhe então Pilatos: És, pois, rei? - Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei;
não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que
pertence a verdade escuta a minha voz. (S. JOÃO, cap. XVIII, vv. 33, 36 e 37.)

A vida futura
     2. Por essas palavras, Jesus claramente se refere à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter e como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra. Todas as suas máximas se reportam a esse grande principio. Com efeito, sem a vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não crêem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.
     Esse dogma pode, portanto, ser tido como o eixo do ensino do Cristo, pelo que foi
colocado num dos primeiros lugares à frente desta obra. E que ele tem de ser o ponto de mira de todos os homens; só ele justifica as anomalias da vida terrena e se mostra de acordo com a justiça de Deus.
     3. Apenas idéias muito imprecisas tinham os judeus acerca da vida futura. Acreditavam nos anjos, considerando-os seres privilegiados da Criação; não sabiam, porém, que os homens podem um dia tomar-se anjos e partilhar da felicidade destes. Segundo eles, a observância das leis de Deus era recompensada com os bens terrenos, com a supremacia da nação a que pertenciam, com vitórias sobre os seus inimigos. As calamidades públicas e asderrotas eram o castigo da desobediência àquelas leis. Moisés não pudera dizer mais do que isso a um povo pastor e ignorante, que precisava ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste mundo. Mais tarde, Jesus lhe revelou que há outro mundo, onde a justiça de Deus segue o seu curso. E esse o mundo que ele promete aos que cumprem os mandamentos de Deus e onde os bons acharão sua recompensa. Aí o seu reino; lá é que ele se encontra na sua glória e para onde voltaria quando deixasse a Terra.
     Jesus, porém, conformando seu ensino com o estado dos homens de sua época, não
julgou conveniente dar-lhes luz completa, percebendo que eles ficariam deslumbrados, visto que não a compreenderiam. Limitou-se a, de certo modo, apresentar a vida futura apenas como um principio, como uma lei da Natureza a cuja ação ninguém pode fugir. Todo cristão, pois, necessariamente crê na vida futura; mas, a idéia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e, por isso mesmo, falsa em diversos pontos. Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais do que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.
    O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreender a verdade. Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material, que os latos demonstram, porquanto são testemunhas oculares os que a descrevem nas suas fases todas e em todas as suas peripécias, e de tal sorte que, além de impossibilitarem qualquer dúvida a esse propósito, facultam à mais vulgar inteligência a possibilidade de imaginá-la sob seu verdadeiro aspecto, como toda gente imagina um país cuja pormenorizada descrição leia. Ora, a descrição da vida futura é tão circunstanciadamente feita, são tão racionais as condições, ditosas ou infortunadas, da existência dos que lá se encontram, quais eles próprios pintam, que cada um, aqui, a seu mau grado, reconhece e declara a si mesmo que não pode ser de outra forma, porquanto, assim sendo, patente fica a verdadeira justiça de Deus.

Prece final.
Pedimos aqueles que acompanha nosso blog, que possa ouvir no auido acima a Prece e depois acompanhe a musica com a letra logo abaixo.
Agradecendo a Jesus
Te agradecemos Senhor
Esses momentos de Paz
Nós te sentimos aqui
Em vibrações fraternais
Na estrada da vida, conduz-nos ao bem
na alegria e na dor.
Seja o amor, nossa bandeira de luz
amado mestre, Jesus.
Gravado pelo Grupo AME

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Oi, Jesus, Eu Sou o Zé!

Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.
Venho rezar, respondeu o velho.

Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.

Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo: "Oi, Jesus, eu sou o Zé, vim Lhe visitar".

Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.

Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.

Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.

Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...

O pobre enfermo respondeu prontamente: é verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.

A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.

Quem o visita? E a que horas? Perguntou-lhe.

Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz: "Oi, Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".

A história é singela e seu autor é desconhecido.

No entanto, o ensinamento que contém nos faz refletir profundamente.

Fala-nos da fé, da simplicidade, da dedicação e da perseverança.

Quem de nós dispõe, como o Zé, diariamente, de alguns minutos para falar com Jesus?

Muitos ainda confundimos a oração com um amontoado de palavras que vão saindo da boca, destituídas de sentimento e de humildade.

Quantos de nós temos tal perseverança, tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, para elevar o pensamento a Jesus, confiando-lhe a nossa intimidade, com a certeza de que ele nos ouvirá?

A oração é uma ponte que se distende da alma opressa para que o alívio possa chegar.

"É o fio misterioso, que nos coloca em comunhão com as esferas divinas."

"É um bálsamo que cura nossas chagas interiores."

"É um templo, em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio".

Enfim, "para as sombras da nossa alma, a oração será sempre libertadora alvorada, repleta de renovação e luz."

É importante que cultivemos a fé inabalável nas soberanas leis que regem a vida e das quais o Sublime Galileu nos trouxe notícias.

É preciso orar, ainda que a nossa oração seja singela, mas que seja movida pelo sentimento.

...............

"Orando, chegarás ao Senhor, que te deu, na prece, um meio seguro de comunicação com a infinita bondade de Deus, em cujo seio dessedentarás o espírito aflito..."
 

Autor:
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Ciência e Religião

Deus nosso Pai!
Envolva-nos com tua luz nosso espírito e permita-nos sentir essas bênçãos divinas que emanam de ti. Tua presença em nós nos reconforta de uma paz sem fim.
1.  Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: - porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (S. MATEUS, cap. V, vv. 17 e 18.)

Nos evangelhos anteriores vimos a primeira revelação com Moisés, a segunda com Jesus e a terceira com o Espiritismo. Daremos continuidade com a Aliança da Ciência com a Religião.
Aliança da Ciência e da Religião

8. A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as
leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus,
não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de idéias provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados;
em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser
levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar encontra o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada
uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem. E toda uma revolução que neste momento se opera e trabalha os espíritos. Após uma elaboração que durou mais de dezoito séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova era na vida da Humanidade. Fáceis são de prever as conseqüências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus.

Agradecemos Senhor tua imensa bondade de nos orientar através dos nossos guias espirituais que trabalham na vinha.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ajuda e passa

                  Estende a mão fraterna ao que ri e ao que chora:
O palácio e a choupana, o ninho e a sepultura,
Tudo o que vibra espera a luz que resplendora,
Na eterna lei de amor que consagra a criatura.

Planta a bênção da paz, como raios de aurora,
Nas trevas do ladrão, na dor da alma perjura;
Irradia o perdão e atende, mundo afora,
Onde clame a revolta e onde exista a amargura.

Agora, hoje e amanhã, compreende, ajuda e passa;
Esclarece a alegria e consola a desgraça,
Guarda o anseio do bem que é lume peregrino...

Não troques mal por mal, foge à sombra e à vingança,
Não te aflija a miséria, arrima-te à esperança.
Seja a bênção de amor a luz do teu destino.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Seremos Anjos algum dia?

Com assertiva de que Deus criou seres de todas as categorias, para que uns estivesse com Ele na sua glória, para que outros percorressem o mundo por conta dos pecados e outros já marcados para sempre ao destino cruel da maldade, o fogo eterno.
Os anjos do Senhor são os seres que foram criados para servi os propósitos de Deus no mundo espiritual. Como vimos na palestra da Existência do demônio não é real, demos uma síntese de como Deus é soberanamente justo e bom. Deus, não poderia jamais criar seres devotados somente para o bem e outros devotados somente para o mal. Estaria aí com parcialidades e quando pendemos para lado esquecemos o outro. Como justo, como Ele o é, não pode jamais imaginá-lo como injusto, com os defeitos que os homens possuem.

Ao perceber na palestra vimos que o espírito precisa reencarnar para ir se evoluindo, galgar os degraus da depuração e evolução. O Espírito inferior hoje, com o passar dos tempos, encarnado e reencarnando, sai do estado de inferior para o superior.

Também vimos que todos nós maus e bons, somos filhos de Deus e que todos têm a oportunidade de depurar-se.

São muitos os Espíritos de várias ordens, com pouco ou quase nada de conhecimentos.

A preocupação de Kardec de se orientar a respeito da variedade de Espíritos na pergunta 96, referente à que todos são iguais e se não são qual seria a hierarquia?  Os Espíritos Superiores lhes responderão que eles são de diferentes ordens segundo o grau de perfeição ao qual chegaram.

Com os caminhos a percorrerem nos mundos físicos,  muitos recebem a oportunidade de reencarnar e que após está aqui pelo laço do esquecimento acabam, escolhendo caminhos mais longos e difíceis de percorrerem. Outros, com medo de avançarem ficam parados nas maiorias das vezes pouco avançam, e outros escolhem caminhos curtos e chegam mais cedo ao seu destino.
Assim como Jesus é um Espírito Superior, bom, justo e cheio de amor; assim seremos um dia no futuro um espírito evoluído, que conseguiu através das reencarnações depurarem-se.

O anjo que falou a Zacarias “Gabriel” e depois a Maria, também teve que trilhar os caminhos para subir os degraus da vida. Afinal todos nós sairmos das mãos criadoras de nosso Deus e é para Ele que retornamos. Os espíritos superiores falam para Kardec, que todos os espíritos foram criados do mesmo ponto do estado de simplicidade e de ignorância, quero dizer, sem conhecimentos. Assim é a justiça divina, sair do mesmo ponto de partida e se não chegarmos juntos, é porque não soubemos escolher bem as nossas provas.
Por isso há espíritos encarnados e desencarnados de todas as categorias e de todas as ordens. Kardec com sua visão ampla traz a todos nós os relatos dos Espíritos Superiores, sobre a escala dos Espíritos. Vejamos o que foi colocado na pergunta 100:
Escala Espírita
100. Observações preliminares. — A classificação dos Espíritos está baseada no grau de adiantamento deles, nas qualidades que adquiriram e nas imperfeições de que ainda têm que se despojar. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta; cada categoria, apenas no seu conjunto, apresenta um caráter distinto; porém, de um grau a outro, a transição é insensível e, nos limites, o matiz se apaga como nos reinos da Natureza, como nas cores do arco-íris, ou ainda, como nos diferentes períodos da vida do homem. Portanto, pode ser formulado um maior ou menor número de classes, segundo o ponto de vista sob o qual se considere a coisa. Ocorre, com este, o mesmo que com todos os sistemas de classificações científicas; estes sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência. Porém, sejam quais forem nada mudam na base da Ciência. Os Espíritos, interrogados sobre esse ponto, podem, portanto, ter divergido, quanto ao número das categorias, sem que isso tenha importância. Armaram-se com esta contradição aparente, sem refletir que eles nenhuma importância dão ao que é puramente convencional; para eles o pensamento é tudo: deixam para nós a forma, a escolha dos termos, as classificações, numa palavra, os sistemas.
Acrescentemos ainda esta consideração, que não se deve jamais perder de vista: é que, entre os Espíritos, assim como entre os homens, há os muito ignorantes e não seria demais acautelar-se contra a tendência a crer que todos devem tudo saber, porque são Espíritos. Qualquer classificação exige método, análise e o conhecimento aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que possuem conhecimentos limitados são, como neste mundo, os ignorantes, incapazes de apreender um conjunto, de formular um sistema; só imperfeitamente conhecem ou compreendem qualquer classificação; para eles, todos os Espíritos que lhes são superiores pertencem à primeira ordem, pois não podem apreciar os matizes de saber, de capacidade e de moralidade que os distinguem, como entre nós, um homem rude, com relação a homens civilizados. Mesmo aqueles que são capazes disto, podem divergir quanto às particularidades, conforme sejam os seus pontos de vista, principalmente, quando uma divisão nada tem de absoluta.
Linée, Jussieu, Tournefort, tiveram, cada um, o seu método, e a Botânica não mudou por isso; é que eles não inventaram as plantas, nem suas características; observaram as analogias, segundo as quais, formaram os grupos ou classes. Foi desta maneira que procedemos; não inventamos os Espíritos, nem seus caracteres; vimos e observamos, julgamo-los pelas suas palavras e seus atos, depois, os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos em dados que eles próprios nos forneceram.
Geralmente, os Espíritos admitem três categorias principais ou três grandes
divisões. Na última, a que fica na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e a propensão para o mal. Os da segunda, caracterizam-se pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons Espíritos. A primeira, enfim, compreende os puros Espíritos, os que atingiram o grau supremo de perfeição.
Esta divisão parece-nos perfeitamente racional, apresentando características bem distintas; só nos restava ressaltar, através de um número suficiente de subdivisões, os principais matizes do conjunto; foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas instruções benévolas jamais nos faltaram.
Com o auxílio desse quadro, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou de inferioridade dos Espíritos com os quais possamos nos relacionar e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que mereçam; é, de certo modo, a chave da ciência espírita, pois só ele pode explicar anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos sobre as desigualdades intelectuais e morais dos Espíritos. Ressaltaremos, entretanto, que os Espíritos não pertencem, definitivamente, a esta ou àquela classe; o progresso deles apenas gradualmente se efetua e, com freqüência, mais num sentido do que num outro; podem reunir os caracteres de várias categorias, o que é fácil apreciar pela linguagem deles e pelos seus atos.


TERCEIRA ORDEM – ESPÍRITOS IMPERFEITOS
Décima Classe
Espíritos Impuros
Nona Classe
Espíritos Levianos
Oitava Classe
Espíritos Pseudo-Sábios
Sétima Classe
Espíritos Neutros
Sexta Classe
Espíritos Batedores e Perturbadores



SEGUNDA ORDEM – BONS ESPÍRITOS
Quinta Classe
Espíritos Benévolos
Quarta Classe
Espíritos Sábios
Terceira Classe
Espíritos de Sabedoria
Segunda Classe
Espíritos Superiores



PRIMEIRA ORDEM – ESPÍRITOS PUROS
Primeira Classe (única).
Os Espíritos que a compõe percorreram todos os
graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria.
Tendo alcançado a soma da perfeição de que é suscetível a criatura,
não têm mais que sofrer provas nem expiações. Não estando mais
sujeitos. à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna


Temos que percorrer as classes da décima até atingirmos a primeira classe, para chegarmos finalmente a classe maior, como mostra a figura acima.
A visão espírita para as leis divinas está mais para esclarecer a humanidade sobre a justiça divina da reencarnação. Ora veja o exemplo de Judas Iscariotes, onde as tradições em algumas regiões malham e queima o Judas traidor. Por ter sido ele o principal agenciador da negociação de Jesus até hoje, a raça humana o condenou para sempre ao suplício eterno. Se todos os anos lembram, de queimá-lo e enforcá-lo é porque ainda não o perdoemos. Jesus o Espírito puro, promove a reabilitação de Judas e o ajuda a depurar-se nas oportunidades das reencarnações. Judas não deixou de sofrer até o dia em que ele novamente reencontra Jesus. Desta vez no plano espiritual, depurado, sem mais temores, ciúmes, ódio ou inveja. Após percorrer os degraus da evolução, se reabilita como Joana D’arck espírito que travou uma grande batalha e após vencer, recebe o abraço do seu irmão, Jesus, que nunca o abandonou.
O amor imensurável de Deus é louvado pelos Espíritos Superiores, ao receber o filho pródigo.
Fiquem na paz de Deus, com muita luz!
Antônio Paulino.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Espiritismo

Vamos dar continuidade ao nosso evangelho no lar.
Estamos na terceira revelação o Espiritismo, passamos pelas revelações de Moisés e de Jesus agora chegou à vez do Espírito de Verdade.

1 – Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto. (Mateus, V: 17- 18)

O ESPIRITISMO
5 – O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade.
6 – A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés, a do Novo Testamento, no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus. Mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, em todas as partes da Terra e por inumerável multidão de intermediários. Trata-se, de qualquer maneira, de uns seres  coletivos, compreendendo o conjunto dos seres do mundo espiritual, cada qual trazendo aos homens o tributo de suas luzes, para fazê-los conhecer esse mundo e a sorte que nele os espera.
                7 – Da mesma maneira que disse o Cristo: “Eu não venho destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento”. Também diz o Espiritismo: “Eu não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe cumprimento”. Ele nada ensina contrário ao ensinamento do Cristo, mas o desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que foi dito sob forma alegórica. Ele vem cumprir, na época predita, o que o Cristo anunciou, e preparar o cumprimento das coisas futuras. Ele é, portanto, obra do Cristo, que o preside, assim como preside ao que igualmente anunciou: a regeneração que se opera e que prepara o Reino de Deus sobre a Terra.

    Que a paz de Deus esteja sempre conosco!

sábado, 1 de janeiro de 2011

TEMOS JESUS

Desaba o Velho Mundo em treva densa
E a guerra, como lobo carniceiro,
Ameaça a verdade e humilha a crença,
Nas torturas de um novo cativeiro.

Mas vós, no turbilhão da sombra imensa,
Tendes convosco o Excelso Companheiro,
Que ama o trabalho e esquece a recompensa
No serviço do bem ao mundo inteiro.

Eis que a Terra tem crimes e tiranos,
Ambições, desvarios, desenganos,
Asperezas dos homens da caverna;

Mas vós tendes Jesus em cada dia.
Trabalhemos na dor ou na alegria,
Na conquista de luz da Vida Eterna.

Psicografia de: Chico Xavier
Abel Gomes
Parnaso de
Além-Túmulo