Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Existência do demônio não é real.

Porque não é real a existência do demônio?
Veja uma pergunta no Livro dos Espíritos em que foi dado como resposta  pelos Espíritos Superiores ao codificador da doutrina Espírita Allan Kardec.
Pergunta 118 – Podem os Espíritos degenera?
R- Não, a medida que avançam compreendem o que os distancia da perfeição Quando o Espírito finda uma prova fica com o conhecimento que não esquece mais. Pode permanecer estacionário, mais não retrógada.
Se olharmos para o início da criação nos escritos antigos, na parte da expulsão de Adão e Eva, iremos conhecer como um anjo foi deposto e enganou Eva. O anjo movido de movido de inveja e de ciúmes revoltou contra Deus que percebeu suas más intenções e o expulsou da sua glória divina.
O Anjo deposto começou a executar planos diabólicos para assim confrontá-lo. Sua primeira vítima no plano terreno teria sido Eva, companheira de Adão, induzindo-a a comer do fruto do meio do Paraíso em que tinha sido avisado, pelo o Senhor, que não os comesse.
Ao serem descoberto na sua desobidiência, Adão e Erva foram expulso do Paraíso e a parti daquele momento o reino de Deus estaria divido entre o bem e mal. Analisando o texto escrito dar para crer que Deus teria compactuado com está divisão. Em que o anjo decaído (demônio), ficaria com os pecadores para todo o sempre e que os justos ficaria com Deus na sua glória eternamente.
Em razão da pergunta 118 do L.Esp. percebemos que resposta dada a Kardec nos esclarece de maneira mais racional. E lemos nos textos escritos para humanidade a décadas que há uma diferença muito grande a respeito da justiça e da bondade divina. Os Espíritos superiores nos diz que um Espírito que se depurou passando por todas as vissitudes da vida, não poderá jamais regredir, por que se tornou um Espírito superior, quero dizer, Anjo. Por isso entendo que o demônio só foi expulso por não pertencer a categoria dos Anjos Depurados.
E foi lá no L.Esp. que encontramos a resposta sobre a bondade divina e que nos faz compreender melhor a Deus:
Pergunta 13 – Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imaterial, único, todo poderoso, soberanamente justo e bom, não temos uma idéia completa dos seus atributos?
R- Do vosso ponto de vista sim, porque credes tudo abraçar. Mas sabei bem há coisas acima da inteligência do homem mais inteligente, e para as quais vossas linguagens limitadas as vossas idéias e as vossas sensações, não tem expressão adequada. A razão vos diz, com efeito, que Deus deve ter suas perfeições no supremo grau, porque se o tivesse uma só de menos ou não fosse de um grau infinito, ele não seria superior a tudo, e, por conseguinte não seria Deus. Por está acima de todas as coisas, Deus não deve suportar nenhuma vissitude e não ter nenhuma imperfeição que a imaginação pode conceder.
Se Deus é realmente soberanamente justo e bom, como justo ele não poderia com compactuar com ninguém dividindo seu reino. E como ele é soberanamente bom não poderia repartir seus filhos ficando com os justos e entregando-os de vez os pecadores ao demônio.
Porque tudo foi Deus que criou, portanto somos filhos de Deus. Quem é o pai que o filho pedindo um pedaço de pão lhe dê uma serpente? Se aqui na terra temos pai que acompanha seus filhos amparando-os sempre nos caminhos tortuosos por que com Deus, que é o Pai dos pais, seria cruel, impiedoso para com os seus filhos? Se tem pais de coração bom por que Deus teria o seu endurecido? Se há pai nesta condição de bondade na Terra e que Deus com seu grau supremo em bondade estaria bem abaixo dos pais terrenos? O Pai dos pais não poderia ter um grau de perfeição abaixo do homem que o tornaria inferior. Se não, ele não seria Deus. Porém a resposta dada pelos Espíritos superiores coloca Deus bem acima da humanidade. Um sem imperfeições que dar aos seus filhos a oportunidade de se regenerar, depurando-se expurgando todo o mal. Adquirindo conhecimento nas sucessivas vidas terra. Porque sabemos que uma só vida na terra não seria o suficiente para subimos ao Pai. É com este amor grandioso que tem o nosso Pai, que nos dar prova de sua bondade e de sua justiça, por ter em suas leis, leis atuantes assim como a reencarnação. A reencarnação seria para todos os seus filhos, que precisam depurar-se, seria de uma justiça divina e de uma bondade suprema. Aqueles que já expurgaram que chegaram ao fim não haveria mais a necessidade de retornar ao plano terreno, por não haver mais nele o que expurgar. Assim se lê na pergunta 13 do L.Esp. “... Quando o Espírito finda uma prova fica com o conhecimento que não esquece mais...” Se retornar ao plano será em missão como muitos Espíritos que ajudaram a humanidade nos seus conhecimentos.
Na pergunta 13, todos os seus filhos, até o demônio, se depuram pouco a pouco. Se queremos permanecer estacionário, sabemos que é para sempre, por que as leis de Deus nos faz caminhar para ele. Todos nós chegaremos à casa do nosso Pai Celestial depurados sem imperfeições. Mas lembre-se que a perfeição divina não se pode alcançar por ser ele soberanamente justo e bom. Se chegasse-mos a ser perfeitos como ele o é, Ele não seria portando mais Deus. Porque Deus é único e jamais chegaremos atingir o fraco de perfeição do nosso Pai. Chegaremos na condição de Espíritos puros, que através das vidas sucessivas, vamos livrando de todos os males que atrasam a humanidade. Libertos destes pesos e das nossas imperfeições, só nos resta voltar a vida terrena, reencarnar, em missões.
Nós Espíritos encarnados e desencarnados, como filho de Deus, temos a oportunidade do resgate, das provas para evoluirmos, assim como o anjo do mal também o tem na mesma proporção, por ser também filho de Deus. E só assim então percebemos que Deus é justo.
Como nenhum Espírito que evolui não retrógada, assim se dá com o Anjo deposto. Se ele foi expulso é porque não havia nele a perfeição. E que o fez “cair” foi o seu ciúmes, inveja. Por isso, Deus nos deu oportunidades de progredir através da reencarnação. Há uma mensagem muito conhecida de Jesus “que nenhuma de suas ovelhas se perderia”, assim todos os seus filhos um dia repousaria sua cabeça no ombro do Pai. Perante esta lei da reencarnação do progresso de que até o demônio caminha para Deus, percebemos que não há divisão no reino de Deus entre o bem e o mal. Que a existência do mal é somente pela falta do bem. A medida que iremos adquiridos conhecimentos, iremos nos tornando um homem de bem, iremos expurgando do nosso coração o mal. As ilusões terenas as vezes nos arrasta para o mais fundo dos buracos. Muitos provam deixando-se levar pelas ilusões, porém, outros poucos provam destas ilusões chegando mais rápidos no topo do degrau.
Não vejo nestas leis, a do progresso e da reencarnação, reino dividido e nem seres criados perpetuamente para o mal e nem seres  privilegiados da criação. É assim que vejo a justiça divina.

Antônio Paulino.

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